Paciência... Paciência...

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações;  sabendo que a tribulação produz a paciência.”  (Romanos 5:3) S...


“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; 
sabendo que a tribulação produz a paciência.” 
(Romanos 5:3)




Sempre que leio as cartas de Paulo para as igrejas, sinto que o Espírito Santo ministra em meu coração grandes ensinamentos que me fazem pensar, e muito.

Desta vez, Paulo ensina que há razões para ficarmos felizes quando passamos por problemas e dificuldades. Que devemos nos gloriar ao enfrentarmos esses problemas.

Isso, por si só, já soa extremamente paradoxal, e claro, traz um confronto muito grande aos nossos valores e percepções.

Como é possível ficar feliz quando sou perseguido por crer em Cristo? Como é possível enfrentar injustiças, falsas acusações, imprevistos e ficar feliz com isso? Como é possível clamar a Deus por uma mudança, e a pressão continuar aumentando, e mesmo assim encontrar alegria?

Como é possível sorrir em meio às lágrimas e em meio à desilusão?

Pois é, realmente é muito difícil.

Porém, quando lemos a continuação do versículo, começamos e ter um vislumbre do que Paulo queria nos dizer.

Ele nos explica que as dificuldades produzem , em nós, a paciência.

O que Paulo intencionou deixar claro, e assim o fez, foi que , embora seja muito duro passar por problemas dificuldades, o que de fato importa, é o que esse problema pode gerar de benefícios em nossa vida.

E aí surge um questionamento um tanto quanto pertinente: o que estamos extraindo de nossas tribulações?

Será que estamos, de fato, mantendo nossos olhos nos benefícios que essas dificuldades geram em nós, ou estamos sucumbindo em meio ao desespero e ao fato de não querermos acreditar que um problema nos atinge?

Ou será que somos tão imaturos ao pensarmos que, pelo fato de servirmos a Deus, teríamos uma vida isenta de problemas?

Problemas não são exceções na vida dos cristãos. Ao olharmos o contexto a igreja do primeiro século, era quase que uma regra. Portanto, o que te faz pensar que você não os viveria?

Creio profundamente que esse texto de Paulo deve gerar em nós um novo meio de ver as circunstâncias que estão ao nosso redor.

Portanto, proponho alguns pontos iniciais para que possamos mudar o nosso entendimento a respeito dos problemas que vivenciamos.

Maturidade: precisamos ser maduro para vivenciar as tribulações. Mas não é uma maturidade qualquer, e sim , maturidade espiritual. Maturidade de buscar entender os caminhos de Deus em meio ao problema, crendo, que por pior que esteja sendo a dificuldade, que nada está passando despercebido aos olhos do Pai. Sim, precisamos de maturidade para crer em Deus, incondicionalmente.

Mudar o foco: A mudança de foco, por muitas vezes, exige um período de meditação. É muito importante ter um tempo para meditar no que está acontecendo, e orar também, para que possamos ver, o quanto amadurecemos em meio à dificuldade. Sim, fazer uma pausa se faz necessário. O desespero nos leva a não ver absolutamente nada ao nosso redor, e mudar o foco, não é tão simples. Creio que somente com muita oração que isso é possível.

Praticar a Paciência : Tem muito a ver com perseverar e insistir. Tem muito a ver com persistir com muita força e dedicação no meio da dificuldade. Tem a ver com uma decisão profunda de ir em frente e manter-se no caminho , mesmo diante de todas as frustrações. Pois é nesse exercício da paciência que crescemos, que vivenciamos experiências com o Pai, e que somos transformados em nosso interior, a cada dia.

Por fim, mesmo que seja bem complicado, vale a pena ver a paciência como um fruto. A paciência também gera em nós a perseverança e a esperança.

Só assim conseguiremos conduzir a nossa vida diante de Deus: com Esperança.

Sigamos juntos!

Um grande abraço.


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